Marrabenta: guardiões de um ritmo que define Maputo

O marrabenta, o ritmo urbano que nasceu nas periferias de Maputo nos anos 1950 como expressão de resistência e alegria de um povo sob o colonialismo, continua vivo graças a músicos que recusam deixar morrer esta herança sonora única. Artistas como Wazimbo, Dilon Djindji e Feliciano dos Santos são os guardiões de um estilo que mistura instrumentos tradicionais com guitarras eléctricas e ritmos de dança contagiantes.

O marrabenta foi classificado pela UNESCO como elemento do Património Cultural Imaterial de Moçambique, um reconhecimento que aumentou o interesse tanto dos investigadores como dos fãs internacionais por esta música. Gravações históricas de marrabenta dos anos 1960 e 1970 estão a ser digitalizadas e disponibilizadas em plataformas de streaming.

A questão que se coloca é como passar o testemunho às novas gerações que crescem com hip-hop, afrobeats e música electrónica. Alguns músicos mais jovens têm incorporado elementos do marrabenta nas suas produções contemporâneas, criando um diálogo entre gerações que pode ser a chave para a sobrevivência do estilo.

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