A alimentação saudável em Moçambique não tem de ser cara. O mito de que comer bem é um luxo para quem tem dinheiro é desmentido pelos mercados locais, onde frutas, vegetais, leguminosas e proteínas acessíveis estão disponíveis em abundância e a preços muito mais baixos do que os supermercados modernos.
Um orçamento de 5 000 meticais mensais para alimentação de uma pessoa é completamente viável para uma dieta equilibrada e nutritiva se as compras forem feitas nos mercados locais: mandioca, batata-doce, feijão nhemba, amendoim, ovos, peixe fresco, folhas de couve e abóbora, caju fresco na época — estes alimentos formam uma dieta mediterrânea africana naturalmente equilibrada.
O maior gasto desnecessário na alimentação de muitos moçambicanos urbanos são os produtos processados e importados: refrigerantes, snacks embalados, refeições fast food, iogurtes e cereais de pequeno-almoço industriais. Eliminar ou reduzir drasticamente estes produtos e substituí-los por equivalentes locais e naturais melhora tanto a saúde como o orçamento.
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