Como os ciclones se formam: a ciência por trás das tempestades que assolam Moçambique

Moçambique é um dos países mais vulneráveis a ciclones tropicais do mundo, especialmente as províncias costeiras do centro e norte. Para compreender porque continuamos a ser atingidos por tempestades cada vez mais intensas, é preciso perceber a ciência por trás da sua formação.

Os ciclones tropicais formam-se quando a temperatura da superfície do mar excede os 26 graus Celsius, criando uma coluna de ar quente e húmido que sobe rapidamente, gera diferenças de pressão e começa a rodar sob o efeito da força de Coriolis causada pela rotação terrestre. A energia do ciclone vem da evaporação da água do oceano — quanto mais quente o mar, mais energia disponível para a tempestade.

As alterações climáticas estão a aquecer os oceanos, o que significa ciclones mais intensos, que retêm mais água e se deslocam de forma mais imprevisível. Os modelos climáticos indicam que Moçambique vai enfrentar ciclones mais destrutivos nas próximas décadas, tornando o investimento em sistemas de aviso precoce, construção resistente e planos de evacuação uma prioridade científica e humanitária.

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