Moçambique já foi o maior produtor mundial de caju. No seu auge, nos anos 1970, exportava mais de 200 000 toneladas de castanha processada por ano e tinha mais de 140 fábricas de processamento que empregavam dezenas de milhares de trabalhadores. Políticas erradas na pós-independência e a guerra destruíram esta indústria, mas a recuperação está em curso.
Hoje, Moçambique produz cerca de 130 000 toneladas de castanha bruta por ano, mas processa localmente menos de 30% desta produção. O restante é exportado em bruto para a Índia e o Vietname, onde é processado com valor acrescentado muito superior. Este é o problema central: Moçambique vende a matéria-prima barata e compra os produtos transformados caros.
A estratégia correcta é clara: aumentar o processamento local através de incentivos ao investimento em fábricas, formação de trabalhadores especializados, e acordos comerciais preferenciais com mercados de destino. Cada tonelada de castanha processada localmente cria cinco vezes mais emprego e valor do que a castanha bruta exportada. O caju pode ser o ouro verde que Moçambique precisa.
Sem comentários ainda. Sê o primeiro!
Entrar ou Criar conta para comentar