A China é o maior mercado de importação do mundo, com uma classe média de 400 milhões de pessoas ávidas de produtos exóticos, naturais e de alta qualidade. Moçambique tem produtos que este mercado procura: castanha de caju, óleos essenciais de madeiras tropicais, produtos marinhos, ébano e madeiras preciosas (com certificação sustentável), artesanato de alta qualidade e potencialmente madeira de construção certificada.
Exportar para a China exige: certificações de qualidade reconhecidas internacionalmente (ISO, HACCP para alimentar), capacidade de produção consistente em volumes comercialmente relevantes, parceiro local chinês que conheça o mercado e os canais de distribuição, e paciência — as relações comerciais na China constroem-se devagar mas duram muito.
A plataforma FOCAC oferece a Moçambique quotas de exportação zero tarifas para centenas de produtos. Muitos empreendedores moçambicanos desconhecem estas vantagens. As câmaras de comércio bilaterais e as embaixadas podem facilitar as primeiras conexões. O mercado está aberto — falta aproveitá-lo.
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