Moçambique tem 36 milhões de hectares de terra arável, dos quais apenas cerca de 10% estão cultivados. Tem rios, lagos e uma costa extensa. Tem sol abundante e chuvas sazonais previsíveis em muitas regiões. É atravessado por corredores de desenvolvimento que ligam portos ao interior da África Austral. E tem uma população rural de mais de 17 milhões de pessoas que precisa de renda e trabalho.
As oportunidades no agronegócio moçambicano são vastas: produção de soja para o mercado regional e internacional, gergelim para exportação para a Índia e China, horticultura para os mercados urbanos em crescimento, avicultura industrial, aquacultura de camarão e peixe, processamento de frutas tropicais para sumos e conservas.
O que travar o investimento não é falta de terra ou de recursos — é a burocracia de acesso à terra (o DUAT), a fraca infraestrutura de transporte e armazenamento, a dificuldade de acesso a financiamento com juros razoáveis e a instabilidade regulatória que desincentiva investimentos de longo prazo. Resolver estes obstáculos estruturais é o trabalho mais importante que o governo pode fazer pelo sector agrícola.
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