A indústria global de videojogos vale mais de 200 mil milhões de dólares por ano — mais do que o cinema e a música combinados. E África, durante muito tempo ignorada pelos grandes publishers, está a surgir como um mercado e como um produtor de jogos com identidade própria. O crescimento dos smartphones, a queda dos preços de dados e a população jovem do continente criaram as condições para uma explosão do gaming africano.
Em Moçambique, o gaming é predominantly mobile: PUBG Mobile, Free Fire, e Call of Duty Mobile têm comunidades activas especialmente entre jovens urbanos de Maputo e Beira. Os torneios de gaming estão a emergir como eventos sociais, com cafés e centros de juventude a instalar setup de gaming para competições locais.
Mais interessante ainda é o crescimento do desenvolvimento de jogos com identidade africana. Estúdios como a Leti Arts (Gana), a Uliza (Quénia) e a Nyamakop (África do Sul) estão a criar jogos que usam mitologias, paisagens e histórias africanas como material. É apenas uma questão de tempo até Moçambique ter o seu primeiro estúdio de gaming de referência.
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