O conceito de bem-estar mental está a ganhar espaço nas conversas quotidianas em Moçambique, especialmente entre os jovens que cresceram numa era de redes sociais, pressões económicas e eventos traumáticos como os ciclones e o conflito em Cabo Delgado. Cuidar da mente já não é tabu — é necessidade.
Práticas como a meditação matinal, a escrita reflexiva e os momentos de desconexão digital estão a ser adoptadas por um número crescente de moçambicanos. Grupos de caminhada, círculos de partilha e podcasts sobre saúde mental em português estão a criar comunidades de apoio mútuo.
Psicólogos moçambicanos alertam que o primeiro passo é o mais difícil: reconhecer que está bem pedir ajuda. "Na nossa cultura, somos ensinados a ser fortes, a aguentar. Mas aguentar sem apoio não é força — é solidão desnecessária", explica a psicóloga clínica Cristina Cossa, de Maputo.
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