As cheias anuais no vale do rio Zambeze continuam a deslocar e a empobreciar as comunidades que vivem nas margens do rio, que tem sido palco de inundações devastadoras com crescente frequência e intensidade. Milhares de famílias que dependem da agricultura nas férteis planícies aluviais do Zambeze vêem as suas colheitas destruídas e as suas casas inundadas todos os anos.
Líderes comunitários e representantes das províncias de Sofala, Tete e Zambézia estiveram reunidos em Quelimane para debater soluções de médio e longo prazo para o problema das cheias, que incluem o reassentamento de comunidades em zonas mais seguras, a construção de diques e o melhoramento dos sistemas de aviso precoce.
O Governo da Zambézia anunciou um plano de reassentamento voluntário para as comunidades em zonas de maior risco, mas muitos moradores resistem à ideia de abandonar terras onde viveram as suas famílias por gerações. "Esta terra é nossa há cem anos. As cheias vêm e passam. Não queremos sair", diz Ernesto, agricultor de Mutarara.
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