Vacinas: o que a ciência sabe e o que os rumores distorcem

As vacinas são uma das intervenções de saúde pública mais eficazes da história da medicina. A erradicação da varíola, a eliminação quase total da pólio, a redução dramática de mortes por sarampo, tétano e meningite — estes resultados são obra das campanhas de vacinação em massa. Em Moçambique, o Programa Alargado de Vacinação salvou milhões de vidas nas últimas décadas.

Apesar disto, a hesitância vacinal está a crescer em Moçambique, alimentada por desinformação nas redes sociais, desconfiança histórica nas instituições de saúde e teorias da conspiração importadas do contexto pós-pandemia. Esta hesitância tem consequências reais: surtos de sarampo em comunidades com baixas coberturas vacinais, reaparecimento de doenças consideradas controladas.

A ciência das vacinas é sólida e bem estabelecida: as vacinas do Programa Nacional de Vacinação de Moçambique são seguras, eficazes e gratuitamente disponíveis. Os seus efeitos secundários são geralmente ligeiros e temporários. Os riscos de não vacinar — contrair e transmitir doenças potencialmente mortais — são incomparavelmente maiores do que os riscos de vacinar.

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