As mulheres representam mais de 60% dos operadores do sector informal moçambicano, gerem a maior parte do comércio de proximidade e alimentar, e são as principais geradoras de rendimento em muitos agregados familiares rurais. Mas têm acesso desproporcionalmente menor ao crédito formal, à formação empresarial e às redes de negócio que abrem portas.
Apesar destas barreiras estruturais, um número crescente de empreendedoras moçambicanas está a construir negócios formais de sucesso em sectores que vão da tecnologia à agropecuária. A plataforma Femka, o programa Mulher Empreendedora da ANJE e as incubadoras de negócios com foco em género estão a criar um ecossistema de suporte que começa a dar resultados.
Histórias como a de Alda Nhabanga, que transformou uma pequena barraca de venda de capulanas num negócio de moda com distribuição nacional, ou de Célia Machava, que fundou uma empresa de consultoria de TI com 15 empregados, mostram o que é possível quando as barreiras são removidas. O maior investimento que Moçambique pode fazer é investir nas suas mulheres empreendedoras.
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