A pergunta está em todo o lado: a inteligência artificial vai eliminar o emprego humano? A resposta honesta é: alguns empregos sim, muitos outros não, e empregos que ainda não existem vão surgir. Mas esta resposta confortável esconde uma realidade mais dura — a transição vai ser dolorosa para quem não se preparar.
Em Moçambique, os empregos mais vulneráveis à automação são os que envolvem tarefas repetitivas e previsíveis: operadores de caixa, trabalhadores de linha de montagem, operadores de call center, digitadores. Mas a IA tem dificuldade com empreendedorismo criativo, liderança comunitária, cuidados humanos — áreas onde os países em desenvolvimento têm vantagens estruturais.
A minha opinião: o problema não é a IA. O problema é não nos preparamos para ela. Países e indivíduos que investirem agora em literacia digital, pensamento crítico e competências que as máquinas não conseguem replicar vão sair à frente. Os que esperarem que o problema passe vão acordar demasiado tarde.
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