Privacidade digital: o que os moçambicanos ainda não perceberam

Quando aceita os termos e condições de uma aplicação sem ler, está a assinar um contrato que pode incluir o direito de vender os seus dados pessoais, rastrear a sua localização, analisar as suas mensagens e perfil psicológico, e partilhar essas informações com terceiros. E faz isso centenas de vezes por ano, para dezenas de aplicações.

Em Moçambique, a consciência sobre privacidade digital é ainda muito baixa. A maioria dos utilizadores não sabe que o seu smartphone é um dispositivo de vigilância permanente, que as redes sociais gratuitas se pagam com os seus dados, ou que o histórico de pesquisa pode ser usado para discriminação em seguros, crédito e emprego.

Não estou a dizer que devemos abandonar a tecnologia. Estou a dizer que devemos ser utilizadores conscientes, não utilizados inconscientes. Leia as permissões que concede às aplicações. Use VPN em redes públicas. Pense antes de partilhar localização. Não é paranoia — é higiene digital básica no século XXI.

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