As redes sociais fizeram coisas extraordinárias: mobilizaram a Primavera Árabe, deram voz a comunidades marginalizadas, permitiram que empreendedores moçambicanos vendessem para o mundo sem lojas físicas, conectaram a diáspora com as suas origens. São ferramentas poderosas de democratização da informação e do poder.
Mas as mesmas redes sociais espalharam desinformação que matou pessoas durante a pandemia, alimentaram discurso de ódio que contribuiu para genocídios, manipularam eleições com campanhas de desinformação coordenadas e criaram epidemias de saúde mental entre os jovens. Os seus algoritmos não foram desenhados para a verdade — foram desenhados para o engagement, e o outrage gera mais engagement do que a informação factual.
A questão não é se as redes sociais são boas ou más. É se estamos a usá-las ou a ser usados por elas. E a resposta honesta, para a maioria de nós, é que somos usados — e que precisamos de recuperar a agência sobre a nossa atenção.
Sem comentários ainda. Sê o primeiro!
Entrar ou Criar conta para comentar